O encontro ocorreu na sede do sindicato
Quem viveu o caos gerado pela greve dos motoristas da Viação Formiga no dia 10 de junho se prepare: eles podem parar novamente. É que a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário não chegaram a um acordo na reunião desta quarta-feira, dia 19, em que foi tratado o reajuste salarial dos motoristas.
O encontro ocorreu na sede do sindicato, com a participação do presidente da entidade, Expedito da Costa Guimarães (Boel), do advogado representante do sindicato, Elmer Flávio Ferreira Mateus, e dos sócios-proprietários da Viação Formiga, Adelmo Afonso Cortes e Marcos Antônio de Paula. Segundo a ata da reunião, Marcos apresentou a proposta de 4% de reajuste salarial aos funcionários da empresa. Expedito informou que os motoristas querem 10%.
Além disso, os sócios-proprietários da empresa propuseram pagar o ticket alimentação na mesma proporção salarial, recarregando-o até o dia 25 do mês correspondente. “Os empregados solicitaram através do sindicato que seja trocada a bandeira do ticket alimentação, tendo em vista que a maioria do comércio desta cidade recusa o que vem sendo oferecido. A empresa também propõe pagar as diferenças salariais que forem concedidas retroativas a primeiro de maio em seis parcelas, sendo a primeira parcela paga no mês de agosto. Em contrapartida, o Sindicato propõe que referidas diferenças sejam pagas em duas parcelas, nos meses de julho e agosto”, diz a ata.
Como não houve acordo entre as partes, uma próxima reunião entre sindicato e Viação Formiga ficou agendada para a próxima quarta-feira, dia 26 de junho, às 13h30, na sede do sindicato.
Procurado por “O Pergaminho”, o presidente do sindicato, Expedito da Costa Guimarães, disse que os motoristas estão ameaçando parar novamente o trabalho, caso não haja acordo nenhum entre as partes. “Eles estão querendo mesmo parar o trabalho e a empresa disse que tomará suas providencias, caso isso ocorra”, afirmou.
A greve
No dia 10 de junho, trabalhadores e estudantes foram surpreendidos com uma greve geral dos motoristas da Viação Formiga e chegaram atrasados a seus destinos. Mais de 20 colaboradores da empresa resolveram “cruzar os braços” em protesto à falta de pagamento do salário e de benefícios, como vale-alimentação, que deveriam ter sido quitados até o último dia 5 de junho.
De acordo com Expedito Guimarães, além da falta do pagamento do salário mensal, os grevistas reivindicavam reajuste salarial, pagamento do fundo de garantia e melhores condições dos ônibus em que trabalham.
No dia da paralisação, a Viação Formiga divulgou nota de esclarecimento à população sobre a situação e ressaltou que a greve não deveria acontecer, já que a empresa estava em negociação com o sindicato que representa os motoristas.
Em nota, a viação informou que no dia 5 de junho foi realizada uma reunião entre representantes da empresa e do sindicato para iniciação das negociações em relação ao reajuste salarial da categoria. “Nela, ficou definida uma nova data, no dia 19/06/24, para darmos continuidade às negociações. Ocorre que fomos surpreendidos com a paralisação dos motoristas sem qualquer notificação para empresa e para os usuários do Transporte Público. Estamos conversando para normalizar a operação o mais breve possível”, explicou a viação.
Fonte:O Pergaminho