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GENTE BOA ESSE TAL DE MORFEU

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Como sempre, minha inspiração para elaborar um breve e inocente artigo sobre determinado assunto, surge logo após vivenciá-lo.  Tem sido assim desde o primeiro texto. A bola da vez é o ainda desconhecido momento em que fechamos os olhos, preferencialmente, à noite, após um exaustivo dia. Falo do misterioso sonho. Há anos anoto todos os sonhos que tenho nas noites do dia 30 para 31 de julho. Faz tempo que tenho tal prática, meio estapafúrdia, reconheço, Não sei o motivo da mania pós-onírica. Espero que um dia eu consiga descobrir a resposta. Que Morfeu, o deus grego dos sonhos, me envie alguma pista.

Por essas e outras, chego à conclusão que está para existir na face da Terra alguém capaz de interpretar corretamente um sonho. E tem gente que acredita nessa turba presunçosa. Paciência. Cada neurônio tem o charlatão que merece. Todos nós temos nossos simbolismos particulares. São metáforas que nem nós próprios conseguimos interpretar direito. São enigmas e charadas difíceis de serem traduzidos. Uma pessoa sonha que seu dente caiu. A outra tem o mesmo sonho (que dizem ser pesadelo). Recorrem então ao dicionário de sonhos. Descobrem estupefatas que isso é sinal de que algum parente vai morrer. Uma delas perde de fato um parente. A outra não. Onde está a coerência do sonho dito premonitório? O problema é exatamente este. A pessoa que viu seu sonho se realizar vai espalhar. E a lenda urbana vira realidade. Azar nosso. Virou padrão. E o interpretador de sonhos virou rei da cocada preta.

É’ claro que não devo ser extremamente radical com o tema, mas penso que na maioria das vezes é assim que acontece. O problema é que nosso cérebro continua sendo uma espécie de Caixa de Pandora. Mexer nele significa mexer em vespeiro. Os neurologistas continuam estudando, mas pouco se descobriu em se tratando da decodificação dos sonhos. Podem até estar chegando perto de alguma novidade, mas nada que nos surpreenda. Pelo menos até agora. Quem sabe, no futuro não teremos um refletor de imagens oníricas? Então ficará mais fácil descobrir a chave do mistério. Sei que estou ‘sonhando’, mas tudo pode acontecer...

Por isso, a teoria que me atrai é aquela que diz que os sonhos poderiam ser uma cena real vivida pelo seu outro ‘eu’ que vive num mundo paralelo. E não é que eu já tive uma experiência desse tipo? Claro. Foi um sonho, mas que ‘sonho’! Quem tiver curiosidade, que dê uma vista d’olhos neste relato que encaixa muito bem na velha máxima italiana, “se non e’ vero, ‘e bene trovatto’’: http://marcorelho.br.tripod.com/formigaeseuscausos/id10.html).

Outra hipótese interessante seria a de que certos sonhos seriam resquícios da memória genética. Os espiritistas e congêneres diriam que se trata de memórias de vidas passadas, a chamada reencarnação. Memória genética é uma teoria bem viável, além daquela que cheira mais realista: a de que os sonhos sejam decorrentes de estados emocionais. Quanto mais alterado, mais intenso será e vice-versa. As cenas seriam frutos de uma miscelânea de imagens memorizadas ao logo da vida ou de cenas mais recentes. Simplória explicação, mas próxima da coerência, a meu ver.  Todo ser vivo, certamente, sonha. Dizem que até as plantas sonham. Fico imaginando uma barata tendo pesadelos com o famigerado chinelo. Nem Kafka agüentaria essa. 

No final das contas, sonhar faz bem. É uma espécie de “escapulida para outro mundo” que fazemos diariamente quando cerramos os olhos depois de umas dezesseis horas com eles abertos. Viramos personagens de perfeitos contos da carochinha. Geralmente sem pé, nem cabeça. O importante é que esvaziar o atribulado cérebro é uma necessidade, assim como devemos limpar a lixeira do computador para não abarrotar o HD.

E que os braços de Morfeu sejam aconchegantes e macios para nos embalar direito.

Texto: Marco Aurelio Veado